Test Drive
YAMAHA YAS1
A "Papa-Reta"
1971

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por: Marcos V.Pasini


Yamaha 125 AS1

Em 1968, meu sonho de consumo era uma Honda CB125K0.
Nessa época, ainda de Leonette, eu as namorava na antiga Motonasa, na Av.Rio Branco, em S.Paulo.

O tempo foi passando e, o mercado de motocicletas japonesas foi aumentando e tornando-se mais diversificado.
Dentro do âmbito das 125cc, a Yamaha colocou as A7 e AS1 e, a Suzuki, as T125.
Pela Yamaha chegou, também, no Brasil, meu outro sonho de consumo: a CS2E 180cc. 
Aquele ruído agudo de seu motor bicilíndrico 2 tempos nos dois escapamentos me deixava perplexo. Como podia ser tão violenta com um ronco tão delicado?

     
A Honda CB125K0 (à esquerda), a Suzuki T125 (ao centro) e Yamaha 125 A7 (à direita)

A Yamaha 125 AS1"Papa-Reta", teve esse apelido originado nas pistas, em uma AS1 preparada com um Kit de competição fornecido, na época, oficialmente, pela fábrica.
Me lembro de ter visto essa moto participando em competições junto às Ducati 250cc, nas mãos do piloto Gianinni. 
Ela encarava as italianas...


Kit 125 especial para competição comercializado pela Yamaha

Segundo o Ralf, colecionador fluminense de clássicas japonesas, a AS1, cuja sigla completa é YAS1, é conhecida na Inglaterra, onde é considerada uma super-clássica, pelo carinhoso apelido " The Yasi " ( iêisi ).


A " Yasi " cedida pelo colecionador Ralf para a matéria

Apesar de meio "patinho feio", a Yamaha 125 AS1, também se revelava uma moto de dirigibilidade agressiva. 
Com seus 15hp, já começava a incomodar as Honda 125K, devido à rapidez que atingia sua velocidade máxima, em função de seu, também bicilíndrico, motor 2 tempos.

Nessa época eu, já fã das Yamaha e, possuindo uma F5 50cc, começava a achar a AS1 "até que bonitinha", apesar da falta de conta-giros e com visual espartano, o que a diferenciava bastante da sua luxuosa concorrente Honda 125K.

Ela era disponível em duas cores: azul escuro e vinho, ambas metálicas.

Pois é...
Acabei comprando uma...
Vinho!!!


Marcos Pasini e sua "Papa-Reta", convertida em Cross, durante uma corrida em 1972

Dirigindo a AS1:

A dirigibilidade da "Papa-Reta" é mais agressiva que sua irmã A7 (veja matéria na seção "edições anteriores - Teste do Mês - Yamaha 125 A7")
Com o ronco agudo e uníssono de seus dois escapamentos, ela arranca, com facilidade, de  0 a 100Km/h, na frente das "pesadas" Honda CB250K.

Acelerando-se em 1a. marcha, com o "cabo todo torcido", já com a embreagem acoplada, a partir de rotações baixas, ela chega a erguer a frente, mantendo-se assim até quase a troca da 2a. marcha (devemos lembrar que a 1a. marcha não é tão longa...).

Seus pistões, defasados naturalmente a 180°, fornecem um comportamento bem balanceado do motor, o que resulta em uma dirigibilidade extremamente macia.

O cambio de 5 marchas é bem escalonado, tornando-a bem versátil no transito e na estrada, podendo-se manter uma velocidade constante de 100Km/h, com facilidade, pois sua máxima fica em torno dos 130Km/h.

Seus freios a tambor deixam a desejar.
De acionamento tipo "simplex", ou seja, movimentando somente uma das articulações das sapatas, seu comportamento é fraco. 
Não se pode esperar uma freada eficiente, considerando-se que seu motor de 2 tempos, não oferece aquele auxílio extra do "freio motor" sentido nos motores 4 tempos.

Os 2 carburadores são de fácil acesso, podendo-se alterar sua mistura e altura das agulhas com rapidez, sem sair com as mãos queimadas.
Da mesma forma, o trabalho de troca de velas e descarbonização da câmara de combustão é fácil e rápido, devido à facilidade de acesso aos cilindros e aos prisioneiros.

O painel apresenta boa visibilidade, sentindo-se a falta, porém, do conta-giros onde, em motocicletas de alto performance faz falta. 
O conta-giros só veio equipar sua irmã mais nova, a AS3, em 1972.


Yamaha 125 AS3 1972 - Foto do Arquivo mc70

O chassis tubular, em berço, fornece à moto uma estabilidade boa nas curvas de baixas e altas velocidades.
Ela também tem um dispositivo conhecido como "Ferma Sterzo", que é uma roda no centro do guidon a qual, quando girada no sentido horário, "endurece" o movimento da frente, atuando como uma espécie de amortecedor de direção.

A partida elétrica...
Não tem !!!
Mas o motor bicilíndrico 2T fornece um acionamento pelo pedal de partida, bem leve, respondendo rapidamente.

O conjunto optico é muito bom, com eficiente farol, lanterna traseira de bom tamanho e setas bem visíveis.

Ficha Técnica:

marca: Yamaha

modelo: 125 AS1

ano:1971

origem: Japão

motor: 02 cilindros em linha, transversais, defasados a 180°, gêmeos, 2T com 5 janelas  

lubrificação: com óleo 2T por meio de bomba "autolube".

carburador: dois

cambio: 5 velocidades

pneus:               tipo                             dianteiro                   trazeiro
                            street                           2.25x18"                  2.75x18"

freios: a tambor, simplex

suspensão:
dianteira:  telescópica hidráulica
traseira: 2 amortecedores hidráulicos com 3 regulagens

elétrica:
velas: NGK B8 HS
folga dos eletrodos: 0,8mm
bateria: 12V
ignição: com 02 platinados

quadro: tubular, em berço simples

performance:
potencia máxima: 15Hp @ 8500rpm
torque máximo: 1,3 Kgfm @ 8000rpm
velocidade máxima: 130 Km/h
rampabilidade: 22,5°
raio mínimo de esterço: 2100mm

capacidades:
tanque de combust
ível: 13lts.

A Yamaha 125 AS1, é uma motocicleta que conquista quem a dirige. Pela sua agilidade, agressividade e, ao mesmo tempo, maciez e docilidade.

Ainda hoje, no mercado nacional, não apareceu nenhuma concorrente à altura dessa valente bicilíndrica 2 tempos.

Yamaha 125 AS1 (Yasi) a "Papa-Reta"!!!


30 anos depois...

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Comentários:



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Comentários dos internautas:



Mas feiña la guevadiña de motiño  chuchuca !!!!!
Ivaniño
( dark_cupepipo@hotmail.com ) Segunda Feira, 6 de Outubro de 2003,às 10:24:10)


Moto espetacular, comprei com 23 km e andei 2 anos tenho saudades.

nome: Gutenberg
( gupaf@ig.com.br ) Quinta Feira, 13 de Abril de 2006, às 22:34:34


Meus Parabens, muito bem bolada esta pagína!

nome: Adriano Luchese Becker
(adrianolbecker@gmail.com) Terça Feira, 17 de Outubro de 2006, às 21:17:38


tenho uma Yamaha 125 sport de 1969, no fim de todos estes anos preciso de a reconstruir, quem tiver peças contac para 917814812.

nome: Francisco Frade
(manson_frade4@hotmail.com) Segunda Feira, 29 de Outubro de 2007, às 21:51:23


nice bikes. i have yasi too(1971) & i want to sell it.

nome: ary
(ary.febianto@yahoo.com) Domingo, 3 de Agosto de 2008, às 10:41:19


tive um YAS1 azul e vendi maior burrada agora estou atraz de de uma para comprar e restaurar sou de porto alegre caso alguen tenha uma entre em contato

nome: joão
( joall@ig.com.br ) Quarta Feira, 13 de Agosto de 2008, às 20:38:50


MUITO INTERESSANTE ESTA MATERIA, NESTES TEMPOS MOTO SE CHAMAVA MOTO COM MUITO ROMANTISMO.
Celso Andre Woiciechovski
 jacare.woiciechovski@gmail.com


Parabens,tambem tive uma YAS1 de 1968 em Angola se encontrar outra em bom estado compro.Um Abração
email = djsraposo@gmail.com
nome = Daniel Raposo


andei muito numa dessas em porto alegre tinha 12 anos, era magrinho e nimguem me buscava. andava muito
nome = MARCO


EU TIVE UMA MOTO EM 1980 POSSUI UMA DEPOIS SOFRI UM ACIDENTE E VENDI ELA AINDA BATIDA PARA UMA PESSOA QUE NAO CHEGUEI A CONHECER QUE MORAVA EM VALINHOS NA EPOCA EU ANDAVA NA FRENTE DAS HONDA TURUNA MEXIDAS DA RAPAZIADA
email =
amarildo_faccio@yahoo.com.br
nome = AMARILDO FACCIO SILVA                            06/11/2012


Realmente e muito linda tenho uma 125 de 1974 com 7000 Km original veio de moçambique
email =
jose_golf@sapo.pt
nome = jose velho                                    10/01/2013


tenho saudades desta moto tive as1 azul no ano de 1973 por muitos anos e fui vice campeao paranaense e piloto revelaçaõ em 1979 com uma as1 ano 71 e tamben tive as3 de ano 1972 mas tenho saudades da as1. um abraço de divo.
email =
divonzir55@gmail.com
nome = divonzir afornali                                22/07/2103